DIAGNÓSTICO

Diagnóstico

Caso você tenha notado alguma anormalidade em sua pele, o primeiro passo é procurar um dermatologista.

Durante a consulta, o médico irá realizar uma série de perguntas para conhecer seu histórico clínico. Também observará sintomas como alteração de tamanho, cor e textura da lesão, se ela sangra, coça ou descama. Durante a análise clínica, o médico observará também outras áreas de seu corpo, incluindo o couro cabeludo, as mãos, os dedos e solas dos pés, além de analisar se há inchaço dos linfonodos (gânglios linfáticos) do pescoço, axilas e virilhas próximos da lesão.

Além do exame físico, alguns dermatologistas utilizam um dermatoscópio, equipamento que possui uma lente de aumento especial para observar com maior precisão a pele.

Para confirmar ou não o diagnóstico de melanoma, o médico solicitará uma biópsia do local, de onde será retirada uma parte do tecido suspeito, sempre seguindo técnicas específicas para não danificá-lo. O material seguirá para análise em laboratório e realização de exame anatomopatológico.

Existem vários tipos de biópsia, e tudo dependerá do local e tamanho da lesão. Normalmente esses procedimentos são realizados em espaços ambulatoriais, com anestesia local e sem riscos ao paciente.

  • Exame Anatomopatológico

Um relatório de patologia de melanoma possui informações extremamente importantes para seu médico. A partir dele será possível fazer o prognóstico correto e indicar qual o melhor tratamento, caso o resultado de melanoma seja confirmado.

As seguintes informações estarão presentes em seu relatório:

  • Tipo de melanoma
  • Melanoma Cutâneo: Acral, Nodular, Difusão Superficial, Lentigo Maligno
  • Ocular
  • Mucosa
  • Espessura de Breslow

O índice de Breslow é um dos detalhes mais importantes, pois é uma medida do melanoma desde o seu topo (na camada granulosa da epiderme) até a porção mais profunda. Esta medição é feita através do microscópio e é dada em milímetros (mm). Quanto mais "alto e profundo" for o melanoma, maior será o seu índice de Breslow. Quando o melanoma for ulcerado, o topo é a base da úlcera.

Esse dado é importante porque representa um dos principais fatores prognósticos para melanoma. Através de estudos estatísticos, ele é capaz de predizer a sobrevida, recidiva local e acometimento de linfonodos. Além disso, esse índice nos guia ao tomar decisões do melhor tratamento cirúrgico, exames complementares, etc.

  • Ulceração

Termo usado para descrever uma ferida da pele sobre o melanoma. A ulceração é outro importante fator, pois melanomas não ulcerados tendem a ter pior prognóstico.

  • Taxa mitótica

    A taxa mitótica é determinada pela contagem do número de células que estão mostrando mitoses, ou divisão celular. Uma maior taxa mitótica indica maior probabilidade da doença se espalhar.

Outros termos adicionais também podem ser encontrados no exame anatomopatológico, como fase de crescimento radial ou vertical, invasão linfática, satélites, regressão e fase do diagnóstico. Porém, essas informações são variáveis.

Estadiamento do melanoma

O sistema de estadiamento é usado para indicar a localização do câncer e se ocorreu disseminação para outros órgãos. Essas informações ajudarão o médico a encontrar o melhor tratamento para cada paciente.

No caso do melanoma, o sistema de estadiamento utilizado mundialmente é o TNM, proposto pelo American Joint Committee on Cancer (AJCC).

Cada letra indica uma informação importante sobre o resultado do estudo anatomopatológico.

T para tumor primário: A categoria T é baseada na espessura e localização do tumor primário. 
N para linfonodos regionais: A categoria N é baseada em linfonodos contendo ou não células cancerígenas.
M para metástases à distância: A categoria M é usada para descrever metástases de melanoma em todo o corpo. 

De acordo com os dados obtidos pelo TNM, o paciente será enquadrado no Estadiamento Clínico (EC), que atualmente está dividido em quadro categorias:

EC0: não foi identificado tumor primário

EC I e EC II: doença localizada apenas como primária

EC III: doença localizada na área loco regional

EC IV: doença generalizada (sistêmica)

Devemos ressaltar que o sistema de estadiamento para melanoma é um processo dinâmico. Alguns dados continuam sendo coletados, assim como outros (índice mitótico, níveis de Clark) vão sendo incorporados e removidos ao longo dos anos. 

Além do histórico clínico, exame físico e biópsia, o médico poderá solicitar outros exames que ajudarão no diagnóstico e na elaboração de uma análise mais completa do paciente, tais como:

Exame físico e história: deve ser realizado um exame do corpo para verificar sinais gerais de saúde, incluindo sinais de doença, como nódulos, protuberâncias ou qualquer outro sinal que pareça incomum. A história dos hábitos de saúde do doente e das doenças e tratamentos passados ​​(suas e de seus familiares) também será verificada.

Mapeamento de linfonodos e biópsia de linfonodo sentinela: quando o melanoma atinge uma certa profundidade, realiza-se um procedimento no qual um corante azul é injetado próximo ao tumor. A substância flui através dos vasos linfáticos para o nódulo ou nódulos sentinela, os primeiros nódulos linfáticos onde as células cancerosas poderão se espalhar. O cirurgião remove apenas os nódulos corados, e então um patologista estuda o tecido com um microscópio para verificar se há células cancerosas. Se não houver células cancerosas, concluímos que o câncer não se espalhou para os gânglios linfáticos e pode não ser necessário retirar todos estes.

Tomografia computadorizada (TAC): procedimento que faz uma série de imagens detalhadas do interior do corpo. As imagens são feitas por um computador ligado a uma máquina de raio-x. Um corante pode ser injetado em uma veia ou engolido para ajudar os órgãos ou tecidos a aparecerem mais claramente. No estadiamento do melanoma, podem ser feitas imagens do tórax, abdomen e pelve.

PET scan (tomografia de emissão de pósitrons): procedimento para encontrar células tumorais malignas no corpo. Uma pequena quantidade de glicose radioativa (açúcar) é injetada na veia. O scanner PET roda ao redor do corpo e faz um retrato de onde a glicose está sendo usada no corpo. Quando existem células cancerosas, as mesmas ficam mais brilhantes porque são mais ativas e usam mais glicose do que as células normais. Esse exame deve ser realizado quando existe suspeitas de metástases ou para controle de resposta ao tratamento por imuno ou quimioterapia do melanoma avançado – quando já existem metástases.

Ressonância magnética com gadolínio: também chamado de Ressonância Nuclear Magnética, trata-se de um procedimento que usa um ímã, ondas radioativas e um computador para fazer uma série de imagens detalhadas de áreas dentro do corpo, como o cérebro. Uma substância chamada gadolínio é injetada na veia e se depositará em torno do câncer, fazendo com que as células tumorais apareçam mais brilhantes na imagem. A ressonância magnética é utilizada quando existe suspeitas de metástases cerebrais ou para controle de resposta ao tratamento.

Exames de sangue (análises laboratorias): procedimento no qual uma amostra de sangue é verificada para medir as quantidades de certas substâncias liberadas por órgãos e tecidos no corpo. No caso do melanoma, pesquisamos uma enzima chamada desidrogenase láctica (DHL). Níveis elevados de DHL podem ser um sinal de doença mais grave.

 

*Conteúdo adaptado do site do – GBM (Grupo Brasileiro de Melanoma)

 

 

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